Nesta última quinta-feira, dia 23/04/20, rolou um webinar do Tiny em parceria com a Wave, com o Jonathan Cardoso, o CEO aqui da empresa. A pauta foi: Boas Práticas para Vender Online. Se você perdeu, deixaremos aqui o link do vídeo no Youtube, na íntegra. Nesse texto, juntamos algumas informações do webinar, além de muitos aprendizados que tivemos com nossos clientes, e organizamos 9 dicas para você vender mais no online. Confira!

1. Crie categorias e subcategorias específicas

Nada de sair fazendo sem planejar. Pense sempre na experiência do usuário. Quanto mais você conseguir facilitar a vida dele, melhor. Portanto, abra o maior número de alternativas possíveis. Quando você visita uma loja procurando uma bota cano longo, por exemplo, você não tem o objetivo de ver todos os sapatos da loja para encontrar esse modelo. O que você faz, então? Procura um atendente e faz a solicitação, certo?

Na loja virtual, não existe essa opção. Dessa forma, você precisa dar a possibilidade de filtrar as informações de acordo com o que o cliente deseja. Lembre-se também de inserir as características do produto e as variações, como tamanho e cor. Se for tamanho único, não esqueça de registrar. 

2. Cadastre os produtos corretamente na plataforma

Os elementos básicos que devem aparecer acerca dos produtos são: 

Título

Deve seguir o seguinte modelo Nome do produto + Marca + Tipo + Cor + Referência (para caso o cliente já tenha escolhido aquele produto em outra loja, e tiver pesquisado no Google apenas pela referência, encontrar sua loja no ranqueamento).

Descrição

Como já citado, em uma loja virtual, não existe um vendedor para explicar em tempo real os benefícios do produto. Portanto, esse processo de convencimento é responsabilidade da descrição. Nela, o usuário encontrará uma explicação sobre o que é o produto, como pode ser utilizado, quais suas qualidades, composição, visual, com o que combina (se aplicável) e demais dados técnicos importantes.

ATENÇÃO! Não copie descrições de concorrentes ou fabricantes! Se você fizer isso, assim que o Google ler o seu texto, ele poderá puni-lo por conteúdo duplicado. Isso ocorre porque o algoritmo entende que aquela informação não é tão relevante, visto que já está em outros sites, fazendo com que você fique abaixo dessas outras lojas no orgânico, por, teoricamente, não contribuir para a experiência do usuário. 

Marca

É fundamental que essa informação seja preenchida corretamente – inclusive no caso de fabricação própria -, para que os filtros funcionem. No caso de integração aos marketplaces, fique atento àqueles que tem contrato exclusivo com determinadas marcas, impedindo a integração de produtos dessas marcas. 

Gênero

Se for unissex, informe! Não esqueça também de indicar se é infantil ou adulto.

Garantia, peso e medidas

Dependendo da categoria do seu produto. Tome cuidado ao cadastrar o peso e as medidas no admin da plataforma, pois esses dados interferem no valor de frete – pese o produto pronto para envio. Já na descrição, essas medidas se referem apenas ao produto, sem embalagem.

Variação, EAN, NCM

Se considera as variações de cor e tamanho. Evite nomes muito exóticos de cores, que dificultem o entendimento do usuário. O NCM é o código de 8 dígitos que  significa nomenclatura comum do Mercosul e é estabelecido pelo governo brasileiro para identificar a natureza das mercadorias. Já o EAN é o CPF do produto, é o código de barras e tem 13 dígitos – cada produto tem o seu, independente de variação de cor e tamanho.

Estoque

Certifique-se de que a sua plataforma está com o estoque correto. O prejuízo de vender um produto que não tem estoque é gravíssimo para sua loja, e por isso é tão importante a integração com ERP, principalmente se os produtos estão em diversos marketplaces ou físico e site. 

Imagem

Eis um fator muito importante para o sucesso do seu e-commerce. Uma foto de má qualidade e com aspecto amador pode colocar fora todo o trabalho feito até então. Um teste importante que é possível fazer é dar zoom na imagem, para conferir se a qualidade suporta essa ação. Mantenha o fundo infinito (branco), para uma melhor visualização do produto e harmonia do site. 

Após tratar a imagem, compacte para que ela não fique pesada, dificultando o carregamento da página do site, o que também é um fator relevante de ranqueamento no Google. Aconselhamos o formato JPEG, dimensão de 1200x1200px. Isso porque alguns marketplaces são rigorosos com as dimensões, e para evitar um retrabalho no futuro, é prudente que você mantenha dessa forma. O nome da imagem deve SEMPRE ser o nome do produto, porque o Google Imagens consegue identificar e ranquear caso o usuário pesquise dessa forma.

Preço de venda

Para você calcular o preço de venda, é preciso considerar algumas variáveis, como: custo do produto, custos fixos, custos variáveis, impostos, marketing, outras despesas e a margem de lucro que você quer ter. É fundamental você fazer essa conta. Na Wave já recebemos muitos clientes que trabalhavam no prejuízo, sem nem saber, porque não haviam calculado. Não cometa esse erro! Também faça um cálculo por canal de venda pois, dependendo do marketplace, as taxas de comissão são diferentes. Não há problema em fazer um preço diferente para cada canal, desde que você tenha consciência do seu lucro e da competitividade desse preço.

3. Aparência é importante!

Organize sua home page e capriche no visual.

Barra de busca

Dê a oportunidade ao seu cliente de procurar exatamente o que ele quer. Certifique-se de que a ferramenta considere os sinônimos das palavras pesquisadas, para que não se perca nenhuma busca. Além disso, é essencial que a barra carregue rapidamente, e que ao digitar os primeiros 3 caracteres ela já comece a apresentar os resultados. Se possível, também é interessante colocar a foto do produto ao lado do título.

Barra de menu

É muito importante que o menu seja claro e bem visível – existe a possibilidade dele ser estruturado através de uma árvore de categorias, do macro para o micro. Faça testes antes de colocar o seu site no ar e peça para diferentes pessoas navegarem no menu. O ideal é que você observe o que mais funciona, sempre pensando na sua persona

Banners

Eles são aquelas imagens que aparecem normalmente no início do seu site. É o primeiro contato do usuário com o seu produto. Escolha itens que tenham bons resultados de venda, e que chamem atenção – seja pelo preço competitivo, pela exclusividade ou pela alta qualidade. Sempre coloque um link direcionando o usuário ao produto/categoria/página do site que você quer destacar.

Você sabe o que é CTA (call to action)? É aquela frase que indica uma ação a ser realizada. É o famoso “clique aqui”. Essa CTA deve sempre ser objetiva e representar apenas UMA ação de cada vez – para não confundir a persona. 

Vitrine de produtos

Crie vitrines que façam sentido para a sua persona, valorizando o que há de melhor no seu site. Ou seja, nada de criar uma vitrine para uma categoria que não é o seu forte. Esse é o local de potencializar suas qualidades. Tome cuidado para não colocar produtos na vitrine com quebra de estoque (por exemplo, um sapato feminino que tem só tem disponíveis os números 34, 35 e 39), pois isso poderá gerar uma frustração no usuário. Também não crie vitrines demais! A ideia não é transformar sua home page em um catálogo completo de produtos.

4. Conquiste a confiança do usuário

Principalmente se você ainda não tem uma marca consolidada, é primordial ter os selos de segurança, bem como as informações da empresa (nome, CNPJ, endereço). Isso passa uma credibilidade para o usuário. Averigue a possibilidade de encontrar a sua loja no Google, para que você não perca vendas por desconfiança. 

OBS: se a sua persona é mais desconfiada, ou ainda se o seu produto tem ticket médio muito alto – o que aumenta o risco do usuário – talvez seja oportuno pensar em outras estratégias de ganhar autoridade e confiança, como utilizando meios de propaganda mais tradicionais, cases de sucesso, ou pessoas influentes para ajudar na sua reputação.

5. Permita que a sua persona entre em contato

Tenha sempre um chat visível para o esclarecimento de dúvidas e responda o quanto antes. Facilite o contato e crie uma confiabilidade entre empresa-cliente, para que você seja lembrado no quesito de atendimento. Esse fator é extremamente importante em uma loja física, e não deixa de ser na loja online.

6. Não subestime o SEO

SEO significa Search Engine Optimization, e é o conjunto de técnicas para otimização do seu site/conteúdo para atrair um bom tráfego orgânico – que é aquele que você não paga nada, que vem diretamente do ranqueamento do algoritmo do Google. Mesmo que você não seja um especialista em SEO, o mínimo que você precisa fazer é: title, link e description.

Title –  título do SEO

É o que aparece na página de busca, ou seja, a primeira visão que o cliente irá ter do produto, então deve ser atrativo e claro. Ele pode ter até, no máximo, 70 caracteres – para que todas as informações caibam – e não necessariamente precisa ser igual ao título do produto. O fundamental é informar o nome do produto ou categoria, marca e o nome da sua loja. 

Link

Evite URLs com códigos – elas devem ser amigáveis, com nome do produto ou categoria. Isso facilita a visualização e entendimento do usuário e também dos mecanismos de busca. 

Meta Description

É o conteúdo que vai abaixo do title nos resultados do Google – uma prévia do que o usuário irá encontrar clicando no link. Deve ter até 140 caracteres, para que nada seja omitido. Ela é responsável por convencer o cliente de entrar no seu site, então vale a pena escrever alguma vantagem do produto e/ou algo que chame atenção – pode ser uma promoção, forma de pagamento, qualidade, disponibilidade, etc. 

Para NÃO fazer:

Para se inspirar:

7. Tenha uma versão mobile

Segundo uma pesquisa do SPC Brasil, de junho de 2018, 74% dos consumidores online usam smartphone em pelo menos uma das etapas da compra. Hoje em dia, esse número já deve ser maior. Isso significa que você PRECISA dar atenção ao mobile. 

Versão mobile x Site responsivo

Você tem essas duas opções: criar uma versão mobile, além da versão desktop, ou criar um site responsivo, que é aquele que adapta o design a diferentes formatos de tela. Dica da Wave: escolha a primeira opção. O site responsivo é bom, mas pode tornar o carregamento da página lento (principalmente pelas imagens) e não permite que você faça personalizações para o público desk x mobile. 

Tendo duas versões independentes, você tem a possibilidade ainda de criar testes A/B. Por exemplo: ver se funciona melhor uma cor de botão, ou um certo tipo de vitrine, testando no mobile de um jeito e no desk de outro. Além disso, existe a possibilidade de analisar detalhadamente o comportamento de cada um dos usuários, fazendo comparações e pensando em ações específicas para eles.

8. Estude bastante a logística

A logística de um e-commerce envolve: recebimento e conferência dos produtos ou insumos, estocagem, preparação dos pedidos, entrega (transportadoras), rastreamento e gerenciamento das entregas. Se possível, responsabilize uma pessoa ou equipe – mesmo que terceirizada – por essas atividades, pois elas são cruciais para o bom desempenho do seu e-commerce, bem como a fidelização dos seus clientes, que é muito vantajosa por reduzir custo de aquisição.

O prazo de entrega e o preço de frete são extremamente relevantes para o consumidor, principalmente se o ticket médio da loja é baixo. Por exemplo, se o cliente colocar no carrinho um produto de 40 reais e o frete for 30, ele provavelmente não fechará a compra. Dessa forma, estruturar bem a sua logística interfere diretamente nas suas vendas

Escolha das embalagens

É uma parte bem significativa. Como já falamos, o peso interfere no preço do frete, portanto, opte sempre por embalagens mais leves. Você já deve ter comprado produtos pela Internet e sabe o quanto é agregador para a experiência do usuário recebê-los de maneira caprichosa, com organização e cuidado. Logo, pense nisso! Estratégias de personalização, como escrever um bilhete à mão com o nome da pessoa, agradecendo o pedido, podem ser bem vantajosas dependendo do segmento. 

Definição das transportadoras

As transportadoras também fazem parte do processo de decisão da logística. Apesar dos problemas de atraso e aumento das tarifas, os Correios ainda seguem sendo uma opção viável para as entregas para itens menores do que 200 cm e mais leves do que 30 kg. De qualquer forma, se você tem um número razoável de pedidos, pode valer mais a pena uma transportadora (quanto mais pedidos você tem, menos você paga, proporcionalmente). Aproveite para negociar o máximo que você pode com essas transportadoras, garantindo o menor frete possível.

9. Dica de ouro: Tiny

Um ERP é o ponto de partida para você criar um e-commerce e organizar a sua vida. Nele, você consegue centralizar a operação. Se você já tem um, mas está insatisfeito, aproveite a nossa dica – pode confiar! O Tiny é um ERP para pequenas empresas, no qual você consegue otimizar a rotina do seu negócio. 

Por lá, você consegue: 

  • Realizar o faturamento (processos para fazer seu e-commerce faturar, da chegada do pedido até o envio ao cliente);
  • Executar o gerenciamento dos produtos (manutenção do catálogo de produtos e controle de estoques sincronizado com os canais de venda);
  • Gerenciar compras (administração de estoques e aquisição de mercadorias com previsibilidade, evitando rupturas);
  • Administrar o financeiro (controle de contas a receber e a pagar com geração de fluxo de caixa e análise de resultados financeiros).

Você pode testar o Tiny por 30 dias grátis e, se curtir, garantir desconto de 25% nos 3 primeiros meses. Você pode usar o cupom #wavecommerce e correr pro abraço! 🙂

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@wavecommerceoficial

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2 Comentários

  1. Adorei as dicas!
    É muito legal ver todos os processos de ter uma loja online – com todos os cuidados necessários para que ela seja um sucesso.
    Parabéns pelo conteúdo!

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